
O cinema francês em destaque no LEFFEST 2026

De 6 a 15 de novembro de 2026, o LEFFEST – Lisboa Film Festival celebra a sua 20.ª edição e volta a dar um lugar de destaque ao cinema francês.
Fundado em 2007 por Paulo Branco, o festival internacional de cinema reúne este ano numerosos cineastas, atores e personalidades francesas, numa programação que promove o diálogo entre a sétima arte, a literatura, a música e as artes performativas.
Da retrospetiva dedicada a Sophie Letourneur às sessões com a presença de grandes nomes do cinema contemporâneo, passando por leituras literárias e um cineconcerto, esta edição convida o público a descobrir a riqueza e a diversidade da criação francesa.
Sophie Letourneur: uma retrospetiva a descobrir
Figura singular do cinema francês contemporâneo, Sophie Letourneur está no centro de uma retrospetiva que permite descobrir ou redescobrir vários dos seus filmes. A realizadora estará presente em todas as sessões desta retrospetiva, dando ao público a oportunidade de conhecer o seu universo cinematográfico e de conversar sobre o seu trabalho.
O programa inclui La Vie au ranch, Le Marin masqué, Les Coquillettes, Gaby Baby Doll, Énorme, Voyage en Italie e L’Aventura. Estas obras refletem uma abordagem pessoal ao cinema, atenta às relações humanas e às situações do quotidiano.
Cineastas e atores franceses ao encontro do público
O LEFFEST recebe várias figuras de destaque do cinema francês, entre as quais Fanny Ardant, Catherine Breillat, Christophe Honoré, Florian Zeller, Emmanuel Marre, Pascal Bonitzer, Frédéric Bonnaud e Jean-Marc Barr.
Estes encontros acompanham uma seleção de filmes que atravessa géneros, gerações e diferentes linguagens cinematográficas.
No dia 7 de novembro, Fanny Ardant apresentará Ela Olhava Sem Nada Ver (Elle regardait sans rien voir), enquanto Christophe Honoré estará presente no dia 8 de novembro para um encontro em torno de Mariage au goût d’orange.
No dia 11 de novembro, a realizadora Marie Vermillard participará numa conversa sobre Par 4 Chemins, na Culturgest. No dia seguinte, Catherine Breillat estará à conversa com o público por ocasião da projeção de L’Été dernier, antes de apresentar Anatomie de l’enfer, no dia 13 de novembro.
O programa inclui também Notre Salut, de Emmanuel Marre, com a presença do realizador, bem como Victor comme tout le monde, de Pascal Bonitzer, seguido de uma conversa com o cineasta, no dia 14 de novembro.
O festival propõe ainda a descoberta de Les Rayons et les Ombres, de Xavier Giannoli, La Vénus électrique, de Pierre Salvadori, e Eu Não Sou a Tua Princesa, de Eva Ionesco, com a presença da realizadora.
Quando o cinema dialoga com a literatura e a música
Para além das projeções, o LEFFEST explora as ligações entre o cinema e outras formas de criação, através de vários eventos que dão particular destaque à literatura francesa e às experiências artísticas.
No dia 11 de novembro, às 19h00, na Culturgest, Béatrice Dalle estará presente na projeção de Trouble Every Day, de Claire Denis, e fará também uma leitura de textos de Jean Genet.
A literatura estará igualmente em destaque com uma leitura de Histoire de l’œil, de Georges Bataille, por Angélica Liddell, bem como uma leitura de textos do Marquês de Sade pela atriz Catarina Wallenstein.
No dia 12 de novembro, às 22h30, no Cinema São Jorge, um cineconcerto em torno de L’Âge d’or, de Luis Buñuel, juntará cinema e música ao vivo, interpretada por Rodrigo Amado e David Maranha.
Outro momento a destacar é a projeção de Kapò, de Gillo Pontecorvo, no dia 12 de novembro, às 10h00, no Cinema Medeia Nimas, seguida de uma conversa por videoconferência com o crítico francês Jean Narboni. Partindo do célebre artigo «De l’abjection», publicado por Jacques Rivette nos Cahiers du cinéma em 1961, este encontro irá questionar a dimensão moral da imagem cinematográfica.
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