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Coreografias de Cooperação – Encontros profissionais

Ecologias de Cooperação no Sul da Europa
De 18 Setembro a 30 Novembro 2026

Três encontros para profissionais no âmbito de uma estratégia de cooperação cultural entre França, Espanha e Portugal, com a curadoria da Materiais Diversos (MD) em colaboração com o Institut français du Portugal e em parceria com a Culturgest e Alkantara festival.

 

Esta iniciativa procura fortalecer ecossistemas artísticos vizinhos através da partilha de recursos, conhecimentos e imaginários.

 

18 setembro 2026, Culturgest, Lisboa
10:00—18:00 – Sala 2

Quem pode partir para Marte?
Mobilidade, instituições e futuros culturais

Entrada livre, mediante lotação e sujeita a inscrição via link.

Concebido como uma conferência utópica, este primeiro encontro, coorganizado com a Culturgest, usa a arte como um gatilho crítico para refletir sobre o presente e os possíveis futuros das instituições culturais europeias, promovendo a imaginação estratégica e a cooperação a longo prazo. Tomando La Distance, de Tiago Rodrigues, como ponto de partida, o encontro propõe um exercício coletivo de antecipação a partir de um mundo marcado pela precariedade, pelas alterações climáticas e pela ideia de exílio para Marte, deslocando o pensamento institucional das lógicas de imediatismo.

— 10:30 – 10:40 (10’) — Breve abertura & boas-vindas
— 10:40 – 11:00 (20’) — Keynote — Raquel Lima
— 11:00 – 11:15 (15’) — Café / transição
— 11:15 – 13:00 (1h45) — Conversa: Mobilidade, produção e difusão ✴︎ Quem circula, quem fica e como construir intercâmbios reais? Quem tem efetivamente a possibilidade de “partir para Marte” e quem permanece para gerir as consequências?

Esta conversa propõe refletir sobre os regimes de mobilidade artística enquanto construções políticas, económicas e coloniais, interrogando quem tem acesso a financiamento, redes, vistos, infra estruturas e capital simbólico, e que corpos, práticas e geografias continuam estruturalmente imobilizados. Mais do que pensar mobilidade como uma questão logística, trata-se de discutir produção, difusão e circulação de forma integrada, sustentável e responsável, questionando a centralidade persistente da Europa enquanto principal lugar de legitimação e propondo modelos de cooperação mais equilibrados, bilaterais e comprometidos. O objetivo é contribuir para um ecossistema artístico mais diverso, resiliente e justo, onde a circulação se traduza em reciprocidade real e não apenas em inclusão discursiva.

Moderação — Ângela Guerreiro

  • Catherine Faudry — Conselheira para a Dança contemporânea no Institut français – Paris (FR)
  • Francisca Carneiro Fernandes — Gestora cultural e presidente da Pearle (PT)
  • Javier Cuevas — Diretor Artístico La Caldera, Barcelona (ES)
  • Paz Santa Cecilia Aristu — Diretora-Geral do Instituto Nacional das Artes Cénicas e da Música (INAEM) Ministério da Cultura de Espanha (ES), Ministério da Cultura de Espanha

— 15:00 – 16:45 (1H45) — Conversa: O que significa ser uma instituição cultural na Europa hoje? ✴︎ Política pública, economia e responsabilidade institucional

Num contexto europeu marcado por austeridade orçamental, precarização do trabalho cultural, urgência climática e crescente pressão para captação de recursos próprios, esta conversa propõe refletir sobre o que significa hoje programar e sustentar uma instituição cultural com autonomia artística e responsabilidade pública. Entre modelos de financiamento, dependências económicas, exigências de visibilidade e lógicas de mercado, o encontro interroga como redistribuir risco e recursos de forma mais equitativa, repensando a relação entre “grande forma”, circulação internacional e sustentabilidade. Inspirada por La Distance, de Tiago Rodrigues, a conversa abordará também questões de mobilidade, privilégio e acesso, procurando imaginar modelos institucionais mais cooperativos, transparentes e ecologicamente responsáveis, capazes de articular escala, cuidado, viabilidade financeira e liberdade artística.

Moderação — Cristina Planas Leitão

  • Américo Rodrigues — Diretor-Geral das Artes (PT)
  • Anne-Cécile Sibué — Diretora adjunta ONDA (FR)
  • Leticia Martín Ruiz — Diretora Artística festival GREC, Barcelona (ES)
  • Tiago Guedes — Diretor da Maison de la Danse e Diretor artístico da Biennale de la Danse (FR/PT)

— 16:45 – 17:00 (15’) — Pausa
— 17:00 – 17:45 (45’) — Notas para continuar com Raquel Lima

INSCREVER-SE

 

23 e 24 de outubro — seminário FUTURΛ, em Minde, durante o fim de semana materiais adversos

Dirigido a programadores, artistas e agentes culturais, o seminário propõe um espaço de escuta, pensamento crítico e experimentação, respondendo à necessidade urgente de repensar a curadoria na atualidade. A partir de uma perspetiva feminista interseccional, reúne profissionais das artes performativas num encontro dedicado à curadoria enquanto prática artística, política e social.

Ao longo de dois dias, exploraremos de que forma a convergência entre processos artísticos, investigação baseada na prática (practice-based research) e pedagogias experimentais pode fomentar uma abordagem situada e contextualizada tanto das práticas artísticas como das práticas curatoriais, convidando simultaneamente à reconfiguração das relações entre artistas, programadores, produtores e públicos, assente na solidariedade, no cuidado e na reciprocidade.

Na sua primeira edição, o fim de semana materiais adversos surge do desejo de sustentar uma presença artística contínua na região entre as edições do festival materiais diversos (bienal), reunindo 10 artistas baseados em Portugal para uma residência de investigação de 10 dias que culmina em partilhas abertas e encontros com comunidades locais e profissionais internacionais. Neste enquadramento, FUTURΛ é um convite à reinvenção das práticas curatoriais: um espaço de aprendizagem entre pares para imaginar futuros possíveis com coragem, cuidado e abertura ao que ainda não tem nome.

SABER MAIS

 

Novembro, data a definir — em Lisboa no Alkantara Festival

O terceiro encontro, realizado no âmbito do Festival Alkantara, analisa a circulação artística, explorando os festivais como infraestruturas estratégicas para a visibilidade, a criação de valor, uma distribuição mais justa de recursos e a cooperação internacional sustentável.