Cinema – Estreias do mês de novembro de 2026

05.11.2026

Ari de Léonor Serraille
Em plena visita de um inspetor escolar, Ari, um professor estagiário de 27 anos, sofre um colapso. Convencido de que o filho é um falhado, o pai expulsa-o de casa. Emocionalmente fragilizado e sozinho na cidade, Ari vê-se obrigado a reatar, contra vontade, o contacto com antigos amigos. À medida que as recordações dos meses anteriores surgem e se dissipam, percebe que os outros também enfrentam as suas próprias dificuldades e que, talvez, tenha vivido a sua própria vida em piloto automático.

Histórias de Noite de Léa Mysius
Thomas, Nora e a filha adolescente, Ida, vivem numa zona pantanosa isolada. O contacto com o exterior é reduzido e têm apenas uma vizinha, Cristina, uma pintora italiana. Enquanto as duas famílias preparam uma festa de aniversário surpresa para Nora, acontecimentos estranhos perturbam a tranquilidade do lugar e uma sensação de inquietação instala-se sobre o pântano.
12.11.2026

A praga de Sarah Arnold
No nordeste de França, agricultores e caçadores vivem em conflito. Os javalis, cada vez maiores e mais numerosos, destroem as colheitas. Brun, um produtor de cereais à beira da ruína, acaba por ceder à pressão e desaparece. Um ano depois, o agente Fulda e a psicóloga Stéphane investigam o caso. O que descobrem ultrapassa tudo o que imaginavam.

O canto das florestas de Vincent Munier
Depois de “A Pantera das Neves”, Vincent Munier convida-nos a entrar no coração das florestas dos Vosges. Foi lá que aprendeu tudo com o seu pai, Michel, um naturalista que passou a vida a descobrir a floresta. Chegou agora o momento de transmitir esse conhecimento a Simon, o filho de Vincent. Três olhares, três gerações, o mesmo fascínio pela vida selvagem. Com eles, descobrimos veados, aves raras, raposas e linces… e, por vezes, o bater de asas de uma criatura lendária: o galo-lira.
26.11.2026

Memória de rapariga de Judith Godrèche
Durante uma sessão de autógrafos na Normandia, Annie Ernaux revisita as memórias do verão de 1958. Nesse verão, deixou a sua terra natal para trabalhar como monitora num campo de férias. Na primeira festa, o responsável dos monitores decide seduzi-la e iniciar a sua vida sexual. Annie, atraída por ele, deixa-se levar, numa experiência marcada por uma profunda ambivalência entre o desejo, a passividade e a perda de controlo. A partir desse momento, o seu corpo torna-se um território estranho, como se tivesse sido entregue em sacrifício.

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