
Noite da Literatura Europeia 2026

Lisboa volta a acolher a Noite da Literatura Europeia no dia 6 de Junho, das 19h às 23h30, em diferentes espaços da zona da Avenida da Liberdade e do Marquês de Pombal.
Este ano, o percurso pela literatura europeia contemporânea atravessa géneros, geografias e memórias de autores de 14 países – Áustria, Bélgica, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Polónia, Portugal, Reino Unido e Roménia – através de leituras encenadas por atores e criadores nacionais que dão voz e vida a esta viagem literária.
Os espaços que irão acolher as leituras são Atmosfera m (Montepio Associação Mutualista), Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant Anna (BACS), Instituto Camões, Cinema São Jorge, Instituto Cervantes, Instituto da Vinha e do Vinho, loja Eleventy Lisboa, Museu Medeiros e Almeida, Sociedade Nacional de Belas Artes e Universidade Autónoma de Lisboa.
Integrada nas Festas de Lisboa, a NLE apresenta dez sessões de leituras encenadas, entre as 19h00 e as 23h30. Com a duração de 10 a 15 minutos e repetidas de meia em meia hora, estas leituras permitem ao público circular livremente entre os vários espaços — incluindo alguns que raramente estão abertos ao público.
França apresenta o livro A tua promessa, de Camille Laurens, vencedora do Prémio Femina, um romance onde o amor se revela território de sedução, poder e ilusão, com leitura de Emmanuelle Jonvel, na Sala Rank do Cinema São Jorge.
Camille Laurens (1957) é escritora e professora de literatura, distinguida com o Prémio Femina e finalista do Prémio Goncourt. A sua obra, situada entre a autoficção e a reflexão crítica, explora temas como a identidade, o desejo e a linguagem, numa escrita rigorosa e profundamente analítica que a afirma como uma das vozes mais marcantes da literatura contemporânea francesa.
Neste romance de forte tensão psicológica, a narradora revisita uma relação marcada pela sedução e pela ambiguidade, interrogando as promessas feitas e quebradas. Entre memória e análise íntima, a autora expõe com subtileza os mecanismos da manipulação, ao mesmo tempo que questiona o narcisismo contemporâneo e a fragilidade do amor face às suas próprias ilusões — refletindo sobre as histórias que construímos para dar sentido ao amor.
Emmanuelle Jonvel dará corpo e voz a esta narrativa na Sala Rank, no Cinema de São Jorge — um espaço intimista e histórico, outrora utilizado como sala de censura durante o Estado Novo, hoje recuperado e aberto ao público.

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