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Cine Cerca

Residência de escrita
De 9 a 31 Outubro 2020

Apresentação

 

Cine Cerca é uma residência de escrita de argumento que visa acompanhar realizadores francófonos e lusófonos no desenvolvimento dos seus projetos.

Quando e onde decorre a residência?

A residência tem duas fases, com uma duração total de um mês:

  • De 1 a 15 de fevereiro de 2021 no Château de La Napoule (La Napoule, França).
  • De 21 de abril a 5 de maio de 2021 na Casa da Cerca (Almada, Portugal).

 

A quem se destina o programa Cine Cerca?

O programa Cine Cerca destina-se a argumentistas, realizadores e outros profissionais do cinema:

  • Residentes em França ou em Portugal.
  • Francófonos e/ou lusófonos.
  • Que tenham um projeto de curta, média ou longa-metragem de ficção, documentário ou animação, com ou sem produtora, em fase de desenvolvimento ou em fase avançada de escrita (com diálogos).
  • Capazes de demonstrar, de forma significativa, o investimento franco-português dos seus projetos, seja quanto à temática, os locais de filmagens, à coprodução ou à difusão dos filmes.
  • Que se candidatem a título individual e garantam estar presentes ao longo dos dois períodos de residência.

Não há nenhum limite de idade para a apresentação de candidaturas.

 

O que é que a residência propõe?

A residência oferece um espaço de trabalho privilegiado, longe das obrigações do dia a dia, propício à criação. Propõe também uma avaliação e um acompanhamento personalizado de cada projeto.

Além disso, poderá também proporcionar encontros e oportunidades de colaboração entre profissionais do cinema, franceses, portugueses e internacionais, assim como acordos de coprodução e de difusão cinematográfica, nomeadamente durante o festival de cinema IndieLisboa em Portugal.

 

Estão incluídos na residência

  • O valor da viagem até aos locais da residência (França e Portugal).
  • Um espaço de trabalho no Château de la Napoule e na Casa da Cerca.
  • O alojamento em La Napoule e em Almada, assim que um per diem para as refeições.
  • O acompanhamento personalizado dos projetos.
  • Proporcionar contactos com potenciais parceiros da indústria cinematográfica, em França e em Portugal.
  • O livre acesso a eventos organizados pelo Château de la Napoule e pela Casa da Cerca, assim como a projeções, oficinas e debates organizados pelo festival IndieLisboa.

A residência é completamente gratuita.

 

Porquê Cine Cerca?

França e Portugal têm mantido, desde sempre, estreitas relações na área do cinema: partilham uma cultura do cinema de autor, referências estéticas, a visão de um cinema de escrita livre e uma vontade clara de colaboração.

De forma a apoiar obras cinematográficas coproduzidas por entidades francesas e portuguesas, foi criado um fundo de apoio à coprodução, em 2014, pelo Centre National du Cinéma et de l’Image Animée (CNC) e pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). No entanto, não existe nenhum dispositivo de ajuda e de apoio ao desenvolvimento dessas mesmas obras cinematográficas.

A residência Cine Cerca foi criada para responder a esta necessidade.

 

Os locais da residência

 

Le Château de la Napoule

Le Château de la Napoule está posicionado em frente do mar, a 7 kilómetros da cidade de Cannes.

La Napoule Art Foundation é uma fundação sem fins lucrativos, criada em 1951 por Marie Clews na memória do seu marido, Henry Clews. O casal passou 17 anos a reabilitar o Château de La Napoule, uma antiga fortaleza medieval que abriga, hoje em dia, a coleção de esculturas de Henry Clews (1876-1937). O Château de La Napoule recebe numerosos projetos artísticos internacionais, ao longo do ano inteiro, e realiza residências artísticas há trinta anos.

À imagem de uma pequena Villa Médicis, o Château de la Napoule oferece aos criadores um ambiente de trabalho excepcional, propicio à pesquisa, criação e inspiração.

 

A Casa da Cerca

A Casa da Cerca é um local carregado de história, situado no topo da cidade de Almada, na margem esquerda do rio Tejo, que oferece aos residentes um espaço de trabalho ideal.

Esta residência senhorial do século XVII foi palácio de verão de famílias nobres, ao longo de séculos, antes de ser abandonada logo após a Revolução dos Cravos, em 1974.

Desde 1989, a Casa da Cerca é simultaneamente um centro de arte contemporânea e um centro de documentação e de investigação. É um local aberto ao público que acolhe exposições, concertos, espetáculos e oficinas, que dão conta da vitalidade da arte contemporânea em Portugal.

 

 

O acompanhamento

 

Durante a residência

Os projetos beneficiam de um acompanhamento personalizado em cada período de residência (início de fevereiro e final de abril de 2021).

Profissionais do cinema, lusófonos e francófonos, irão avaliar as qualidades e as fragilidades dos projetos, sugerindo novos eixos de desenvolvimento. Também irão propor eventuais colaborações e pôr os residentes em contacto com profissionais da indústria cinematográfica em França e em Portugal.

 

IndieLisboa

O segundo período de residência está associado ao festival de cinema IndieLisboa (de 29 de abril a 9 de maio de 2021).

Todos os anos, ao longo de 11 dias, o Festival Internacional IndieLisboa apresenta cerca de 250 filmes de todos os géneros cinematográficos, acolhendo mais de 30 000 espetadores e mais de 400 profissionais.

Organizado desde 2004 pela associação cultural IndieLisboa, o festival goza de uma sólida reputação internacional e é, hoje em dia, o maior festival de cinema independente em Portugal.

Com as iniciativas Portugal Film e Lisbon Screenings, o festival beneficia de duas poderosas ferramentas de promoção do cinema português, tanto no plano nacional como internacional.

 

Quem são os intervenientes em 2020-2021?

 

Cristèle Alves Meira

Atriz de formação, Cristèle Alves Meira começou pela encenação teatral. Encenou Os NegrosSplendid’s, de Genet, e Venus, de Suzan-Lori Parks, para o teatro Athénée-Louis Jouvet.

Realizou um documentário em Cabo Verde, Som & Morabeza (52’), no qual questiona a problemática da imigração nos meios lusófonos em África, através da música, e, a seguir, Born in Luanda (26’), sob o prisma da juventude angolana, para tratar das suas realidades sociais.

Realizou também duas curtas-metragens de ficção, um filme de verão e um filme de inverno, na aldeia da sua mãe em Trás-os-MontesSol Branco (selecionado para os festivais Premiers Plans Angers, Entrevues Belfort, Côté Court Pantin, etc.) e Campo de Víboras, selecionado, entre outros, para a Semana da Crítica, o Festival IndieLisboa (vencedor do Prémio Novo Talento) e para o festival de curta-metragen de Clermont-Ferrand. A sua terceira curta-metragem, Invisível Herói, foi apresentada na Semana da Crítica, no IndieLisboa’19 (Prémio Árvore da Vida para Melhor Filme Português) assim que em Clermont-Ferrand (Prémio do Melhor Filme Europeu). A sua última curta-metragem, Tchau-tchau, está em fase de montagem.

Atualmente, Cristèle prepara a sua primeira longa-metragem, intitulada Bruxas.

 

Fabianny Deschamps

Realizou cinco curtas-metragens seguidas de duas longas-metragens, com distribuição comercial em França. New Territories e Isola foram ambas apresentadas na Festa do Cinema Francês em Portugal.

Leitora e consultora de argumentos para o Studio Canal+, o CNC e a associação Moulin d’Andé, Fabianny tem muita experiência em acompanhar processos de escrita.

Presidente da ACID em França até 2018, Fabianny Deschamps é sensível às questões políticas do cinema independente, da ação cultural e da educação de públicos.

Organizou, junto com a APR, o ACID TRIP #2: um focus sobre o cinema português aquando da edição 2018 do Festival de Cannes e fez parte do júri da competição nacional do IndieLisboa em 2018.

 

 

Como se candidatar ao programa Cine Cerca?

Os projetos têm de ser enviados até 31 de outubro de 2020 para: contact@cinecerca.com

Todos os elementos do dossier devem ser enviados num PDF único, que não deve exceder 20 páginas:

  • A ficha de informações preenchida (em português ou francês).
  • Uma carta de intenções que dê conta do caráter franco-português do projeto.
  • O projeto completo e/ou um tratamento cinematográfico e/ou algumas sequências com diálogos.
  • A nota de intenções do projeto.
  • Um currículo.
  • Links para filmes realizados anteriormente.
  • Qualquer tipo de documento (texto ou visual) considerado útil para a compreensão do projeto e dos objetivos do autor.

 

Quais são os critérios de seleção?

  • A qualidade do projeto.
  • O tipo de cooperação pretendida com os parceiros franco-portugueses e a pertinência dos contactos estabelecidos ou projetados entre França e Portugal nas diferentes fases (desenvolvimento, coprodução, distribuição, etc.).

 

Quem compõe o júri de avaliação?

Um júri composto por profissionais do cinema, francês e português, encarrega-se de selecionar os projetos:

Clémentine Mourão-Ferreira (produtora, ‎SO-CLE), Ana Maria Gomes (realizadora), Miguel Moraes Cabral (diretor de som, realizador).

 

Quantos dossiers serão selecionados?

Para a temporada 2020/2021 serão escolhidos quatro residentes.

Os projetos selecionados serão divulgados a 30 de novembro de 2020.

 

 

Os organizadores

 

Produção

A residência Cine Cerca é produzida por SERENA Productions.

No seguimento da sua experiência enquanto Adida para o audiovisual da Embaixada de França em Lisboa, Elsa Cornevin fundou a empresa SERENA Productions e aproveitou o seu conhecimento dos principais atores do mundo do cinema, em França e em Portugal, para fomentar a criação de projetos ambiciosos entre os dois países.

Elsa Cornevin é também documentarista, membro do comité de programação do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand e assegura, em 2019, a coprodução, com o Instituto Francês de Portugal, da 20ª edição da Festa do Cinema Francês.

 

Coordenação

Pierre Primetens é um realizador franco-português.

Vive entre França e Portugal há vários anos e conhece bem as questões económicas e artísticas das duas indústrias.

A sua obra é atravessada pelas problemáticas da luso-descendência, das raízes, da memória e da cultura portuguesa, através de uma pesquisa formal baseada, sobretudo, na autobiografia.

Antigo residente do Moulin d’Andé (Centro das Escritas Cinematográficas), dos Ateliers d’Angers e da Casa de Velázquez, acumulou uma sólida experiência na transmissão e na animação de oficinas, tanto em meios escolares como associativos ou profissionais.

 

 

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