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A artista Christine Enrègle no HANGAR

Apresentação do seu trabalho projetado no âmbito de uma residência no centro de investigação artística
  Evento passado
25 Julho 2019 (18:00)
entrada livre

Christine Enrègle apresenta o seu trabalho, juntamente com os outros artistas em residência no âmbito do dia aberto do HANGAR, Centro de Investigação Artística. 

Christine Enrègle (1973, Suresnes, Paris), obteve seu PhD em Artes Visuais em Paris 1, Panthéon-Sorbonne University, com “honras de primeira classe” em 2008. Desde então, é professora de artes visuais na escola Condé de design em Paris. Ao escrever a sua tese, recebeu uma bolsa universitária para estudar no Brasil, na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (MG). Participou em várias exposições coletivas e organizou exposições individuais.

A sua abordagem artística levanta a questão da prática da paisagem, considerada como um material, cujos elementos uma vez colecionados, deslocados e transformados, constituem a matriz das suas instalações. Destacadas durante o tempo de uma exposição, elas aparecem como tantas pistas dos sítios que foram atravessados. As sombras que geram convidam o espectador, por sua vez, a inclinar-se “nas características de um desconhecido, de um outro bem como de um outro lugar”. (Mehdi Brit). Este deslocamento de material botânico pode assumir a forma de desenhos feitos com carvão sobre tela.

O trabalho projetado para Junho e Julho de 2019 no Hangar inscreve-se na continuidade do que foi iniciado em Agosto de 2018:
“Portugal, e especialmente Lisboa, apareceu-me como um espaço intermediário entre França, onde vivo, em Paris, e o Brasil, onde morei durante algum tempo, em Belo Horizonte (Minas Gerais). O que me chamou a atenção aqui, em Lisboa, foi a presença de árvores também encontradas no Brasil. Descobertas por acaso durante caminhadas em diferentes jardins públicos da cidade, elas impõem a sua presença através do seu gigantismo e as suas formas fantasmagóricas, solicitando ao mesmo tempo o imaginário e a memória. Os seus movimentos de metamorfose são traduzidos em carvão vegetal sobre tela de algodão, através de um conjunto de gestos que se inscrevem na continuidade deles e acompanham suas deslocações afim de dar lugar ao desenho. Realizados em séries, com variações, apresentados de seguida na parede em dois metros de altura, as dimensões dos desenhos (150×80 cm cada) assemelham-se àquelas do corpo humano, envolvendo o espectador dentro de um dispositivo em espelho.”

Este trabalho vai ser apresentado numa exposição individual na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, em Maio de 2020.

HANGAR
Rua Damasceno Monteiro, 12 r/c
1170-112 Lisboa

Artes visuais