Livros – Estreias do mês de março de 2026

A Segunda Mulher. O que as actrizes fazem na velhice de Murielle Joudet
O modo de reagir à impiedosa ditadura do tempo é particularmente exigente para com as mulheres. Mais difícil ainda — e mais revelador — quando esse envelhecimento acontece em público. A idade ganha, então, uma força corrosiva acrescida que exige engenho e arte. Os oito retratos que compõem esta reflexão sobre o envelhecimento — Nicole Kidman, Thelma Ritter, Brigitte Bardot, Meryl Streep, Mae West, Frances McDormand, Isabelle Huppert e Bette Davis — são oito formas de pensar as estratégias de descobrir.

O Sexo Que Não É um Sexo de Luce Irigaray
Clássico do feminismo psicanalítico e obra de referência dos estudos de género, O SEXO QUE NÃO É UM SEXO é uma aventura reflexiva profunda sobre o estatuto da mulher no discurso filosófico ocidental e na teoria psicanalítica, particularmente incisiva nas questões das diferenças entre os sexos. Ao longo de onze ensaios, Luce Irigaray interroga as estruturas da linguagem e de pensamento centradas no homem. Serve-se para isso de uma prática de escrita que desconcerta a uniformidade de um discurso, a monotonia de um género, a autocracia de um sexo. Se um «falar mulher» é possível, este é um primeiro passo em direcção a um discurso feminino.
Uma Ecologia Decolonial de Malcom Ferdinand
Vivemos hoje no centro de uma tempestade. O ambientalismo, na sua pretensão universal, propõe uma arca de Noé que esconde no seu interior as desigualdades sociais, as discriminações de género, os racismos e os contextos (pós-)coloniais, e abandona no cais os pedidos de justiça. UMA ECOLOGIA DECOLONIAL parte do mundo caribenho, onde imperialismos, esclavagismos e destruições de paisagens entrelaçaram violentamente os destinos de europeus, ameríndios e africanos. Perante a tempestade, este livro é um convite para construir um navio-mundo onde os encontros entre humanos e não-humanos no convés da justiça desenham o horizonte de um mundo comum.

À Espera dos Bárbaros de Olivier Tallec
Neste álbum ilustrado, adaptação livre de um poema pacifista de Kaváfis, Olivier Tallec cria uma fábula contemporânea sobre o medo, a desconfiança e o poder da imaginação coletiva. A história começa com uma aldeia tranquila. Um dia, alguém anuncia: «Os bárbaros estão a chegar!» Ninguém sabe exatamente quem são esses «bárbaros», nem de onde vêm — mas o simples rumor é suficiente para transformar tudo. Os habitantes da aldeia, tomados pelo pânico, começam a construir muralhas, a esconder comida e a suspeitar uns dos outros. A cada página, a tensão cresce… até que se percebe que os verdadeiros bárbaros talvez sejam os próprios aldeões, tomados pelo medo e pelo caos que eles próprios criaram.

Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã de Olympe de Gouges
Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã foi redigida em 1791, em resposta à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, que excluía as mulheres dos privilégios colhidos pela Revolução Francesa.



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