Livros – Estreias do mês de fevereiro de 2026


Rosa. História de uma cor de Michel Pastoureau
Adorado e odiado, o rosa tem hoje uma conotação de género tão forte, que é difícil imaginá-lo com outro significado. Tendo sido no século XVIII uma cor marcadamente masculina, ao longo da sua história associou-se ao romantismo e à excentricidade, ao recato mas também à vulgaridade. Decisivo na feminização do cor-de-rosa foi o lançamento da boneca Barbie, em 1959, o que viria a desencadear uma nova vaga de lutas feministas. Em ROSA: HISTÓRIA DE UMA COR, Michel Pastoureau reconstitui a longa e turbulenta saga desta controversa cor na Europa, desde a Antiguidade até aos nossos dias.
Uma Teoria Feminista da Violência
Para uma política anti-racista da protecção de Françoise Vergès
Os debates em torno da igualdade de género são um repertório de violência: assédio, violação, abuso, feminicídio. Palavras que designam uma realidade cruel, mas escondem outra: a da violência de género cometida com a cumplicidade do Estado. Em UMA TEORIA FEMINISTA DA VIOLÊNCIA, Françoise Vergès denuncia a viragem carcerária na luta contra o sexismo e a obsessão punitiva do Estado, que, ao centrar-se nos «homens violentos», omite a origem da sua violência. Para Vergès, não restam dúvidas: o capitalismo racial, os populismos ultraconservadores, a devastação do Sul global pelas guerras e pilhagens imperialistas, os milhões de pessoas exiladas e a proliferação de prisões põem a masculinidade ao serviço de uma política de morte. Por oposição à actual tendência, a autora reflecte sobre a violência como componente estruturante do patriarcado e do capitalismo, e já não enquanto especificidade masculina, e exorta-nos a imaginar uma sociedade pós-violenta, que não naturaliza a violência, que não a celebra, nem faz dela tema central da sua narrativa sobre o poder.


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