Agenda

CICLO CINEMAS DO MUNDO | UN HOMME QUI CRIE

  • Cinema

27/02/2012 (19:00)

CICLO CINEMAS DO MUNDO

Segunda-feira 27 Fevereiro | 19h00
UN HOMME QUI CRIE de Mahamat-Saleh Haroun

França. Chade - 2010 - 1h32

Entrada Livre. Filme legendado em português.


COM: Youssouf Djaoro, Dioucounda Koma, Emil Abossolo M’bo, Hadjé Fatimé N’goua, Marius Yelolo, Djénéba Koné
ARGUMENTO: Mahamat-Saleh Haroun
FOTOGRAFIA: Laurent Brunet
SOM: Dana Farzanehpour
MÚSICA: Wasis Diop
MONTAGEM: Marie-Hélène Dozo
PRODUÇÃO: Pili Films, Goï-Goï Productions
ORIGEM: França, Bélgica, Chade
ESTREIA EM FRANÇA: 2010

Presença em festivais
Festival de Cannes (2010): Prémio do Júri; Festival de Cinema do Dubai (2010): Prémio para Melhor Filme, Prémio para Melhor Actor, Prémio para Melhor Montagem; Prémios Lumières (2011): Prémio para Melhor Filme Francófono.

Sinopse
Adam foi campeão de natação e, agora sexagenário, é responsável pela piscina de um hotel de luxo em N’Djamena, a capital do Chade. O hotel é comprado por empresários chineses quando tropas rebeldes se aproximam da cidade. Os novos patrões querem substituir Adam pelo seu filho Abdel, o que para Adam é uma humilhação social. O Governo exige que a população contribua para a guerra com dinheiro ou jovens soldados. Mas Adam não tem dinheiro, apenas um filho...

O Realizador
O realizador Mahamat-Saleh Haroun, natural do Chade, estudou Cinema em Paris e Jornalismo em Bordéus, no início dos anos 80. Foi jornalista durante muitos anos mas só em 1994 é que voltou ao cinema, com a curta-metragem Maral Tanie. A sua primeira longa-metragem, Bye-bye Africa, foi apresentada em 1999 e arrecadou dois prémios no Festival de Veneza, incluindo o de Melhor Primeira Obra. Três anos mais tarde filmou Abouna (Notre Père), que foi seleccionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Daratt, saison sèche, o seu filme de 2006, também foi galardoado em Veneza, agora com o Prémio Especial do Júri. O retrato dramático do conflito de gerações numa cidade cercada, que Haroun apresentou em Un Homme qui Crie, valeu-lhe o Prémio do Júri do Festival de Cannes, em 2010.

Sobre o filme
Sob o estilo calmo e sereno deste filme desenvolve-se lentamente uma dor, uma cólera, uma raiva que sentimos palpitar por trás de cada plano. Depois dos muito bonitos filme Abouna e Daratt, Un homme qui crie confirma que a África segue o movimento da história.
Serge Kaganski in Les Inrockuptibles

Objectivo, sombrio, duro. Um filme destes não encoraja o optimismo mas antes a lucidez. Assim como uma admiração sem reticências.  

Olivier Séguert in Libération

Ver o programa completo do ciclo em PDF

Go back